O que você precisa saber sobre dor de cabeça e o COVID-19

A pandemia da COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, parece ter desdobramentos muito além do imaginado, inclusive para quem convive com cefaleias.

O distanciamento social, impacto econômico, mudanças radicais na rotina estão deixando todos muito preocupados e apreensivos. E muitos de nós ainda precisam enfrentar tudo com aquela bendita dor de cabeça! Pois bem, como a pandemia impacta a comunidade com cefaleias? Quais as repercussões e quais os cuidados que devemos ter em particular?

Cefaleia e Sintomas de COVID-19

Fiquem tranquilos, só por estar com dor de cabeça não significa que você possa ter contraído COVID-19! Os principais sintomas da COVID-19 são tosse, febre, dificuldade para respirar e fadiga. Segundo um estudo sobre os sintomas da COVID-19, apenas 13,6% das pessoas infectadas apresentam cefaleias, ou 15% nos casos de pacientes graves.

COVID-19 & Medicamentos para Enxaqueca/Salvas

Recentemente foi divulgado que o SARS-CoV-2 se aloja nos pulmões pelo receptor de uma enzima chamada ACE2 (ou enzima-2 conversora da angiotensina). Alguns antinflamatórios como o Ibuprofeno e alguns remédios para pressão alta (Inibidores da enzima conversora da angiotensina, antagonistas de receptores da angiotensina) podem atuar indiretamente nessa enzima, portanto, poderiam teoricamente ter efeito no agravamento dos sintomas do vírus. Como o Ibuprofeno é muito usado para abortar crises de enxaqueca e algumas dessas medicações para pressão alta também são usadas para prevenção de enxaquecas, houve certa preocupação na comunidade de pacientes com cefaleias e médicos mundo afora.

No entanto, os principais órgãos de saúde do mundo como a Organização Mundial da Saúde, Agência Americana de Regulação de Medicamentos (FDA) e diversas associações de cardiologia destacam que não há nenhuma evidência para contraindicar essas medicações, mas que em dúvida ou no caso de se apresentarem os sintomas da COVID-19, um médico deverá ser informado do uso desses medicamentos e consultado sobre sua continuidade.

Alguns medicamentos a base de corticosteroides (prednisona, prednisolona, hidrocortisona, dexametasona, metilprednisolona e beclometasona) podem ser utilizados em pacientes com enxaqueca e salvas. Como essas medicações interferem na baixa imunidade, pessoas com sintomas de COVID-19 que possam estar usando essas medicações devem buscar orientação médica.

COVID-19, Cefaleia e (mais) Ansiedade

Ansiedade faz parte do dia a dia de muitas pessoas com enxaqueca. Nesses tempos de explosão de informações vindas de todo lugar, notícias dramáticas se acumulam a cada instante sobre a pandemia, causando muito mais ansiedade em nós! Cuidar da saúde mental e física é crucial nesse momento.

Umas boas dicas para combater a ansiedade e, de quebra, as crises de enxaqueca (ou vice-versa), são:

– Procure se informar sobre o COVID-19 de fontes oficiais confiáveis;

– Não foque nos destaques negativos (São muitos, mas não únicos!).

– Busque e focalize no apoio de pessoas que possam te trazer conforto. Use as mídias sociais para interagir apenas com quem te faz bem!

– Pratique exercícios de relaxamento, (tem muitos aplicativos disponíveis pra isso!);

Faça atividades físicas em casa mesmo, como alongamentos e fortalecimento muscular, também há muitas opções de aplicativos. Se tiver a possibilidade, faça atividades físicas ao ar livre onde não haja aglomerações, evitando contato próximo com conhecidos e amigos!

– Ore, reze, medite!

Consulta Médica Sem Sair de Casa!

Isso mesmo! O Ministério da Saúde aprovou uma portaria que autoriza no período da pandemia do COVID-19 a Telemedicina, onde médicos podem fazer consultas e prescrever medicação pela internet em plataformas virtuais.

Caso não conheça algum médico ou neurologista que esteja fazendo telemedicina, sugerimos procurar na página da Sociedade Brasileira de Cefaleia, que possui uma lista de neurologistas (Associados) atuando em cefaleias. Acesse no link abaixo:

https://sbcefaleia.com.br/lista-associados.php

Vencendo o COVID-19

Não deixe nesse momento de seguir as recomendações dos Órgãos de Saúde nacionais e internacionais:

– Cuidar da etiqueta de higiene (lavar as mãos, se proteger ao espirrar ou tossir, etc);

– Respeitar normas de distanciamento social;

– Cuidar e proteger as pessoas do grupo de risco (Idosos, portadores de outras comorbidades como hipertensão, doenças cardíacas, diabéticos, asmáticos, imunossuprimidos, etc);

Cuidem-se!

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