O Estudo Global do Impacto das Doenças (Global Burden of Disease) – As Cefaleias

Nessa página do observatório de cefaleia, separamos dados epidemiológicos do Brasil e do Mundo que mostram o impacto da enxaqueca e outras cefaleias.

O Global Burden of Disease (GBD) é um projeto da Organização Mundial da Saúde (OMS), com apoio da Fundação Bill & Melinda Gates, para mapear e aferir o impacto das doenças e seus fatores de risco no mundo todo. É um projeto que conta com os principais epidemiologistas do mundo que contribuem compartilhando dados e expertise para análise da prevalência e impacto de cada doença.

Recentemente, o Grupo de Colaboradores em Cefaleias do GBD publicou dados sobre o impacto da enxaqueca e outras cefaleias no mundo. Os dados são bem alarmantes. Juntas, os tipos de cefaleias enxaqueca, cefaleia do tipo tensional e cefaleia por uso excessivo de medicamentos representam 17 % da incapacidade gerada por doenças neurológicas no mundo. Entre mulheres de 15 a 49 anos, a enxaqueca é simplesmente a doença que mais causa incapacidade no mundo!

Como é calculado o nível de incapacidade das doenças? É um pouco complicado, mas basicamente leva-se em consideração a prevalência e o peso na redução da saúde geral que a doença impoe. A enxaqueca, por exemplo, proporciona uma redução de 43% na saúde durante as crises. Assim, adicionando-se o fato de que a enxaqueca ser uma das cefaleias mais prevalentes no mundo (a mais prevalente no Brasil!), ela sobe na lista de incapacidade entre todas as doenças.

Vale mencionar que enxaqueca também é a cefaleia mais comum nos prontos-socorros do Brasil.

Considerando as informações sobre prevalência e incapacidade, o Institute for Health Metrics and Evaluation – IHME, estimou que as cefaleias são a 2ª causa de incapacidade na população em geral, tanto no Brasil como no mundo!

►No infográfico abaixo, você pode encontrar resumida essas informações.

Para baixar o arquivo pdf do infográfico das cefaleias no GBD, clique aqui.

Compartilhe essas informações entre familiares, amigos e no trabalho. É preciso urgentemente acabar com o estigma, descrédito e o preconceito de que a enxaqueca é só frescura!